Estava no supermercado TESCO em Londres, caminho diário dos comissários de voo. Ou então, frequentamos uma rua, que apelidamos carinhosamente de 25 de março, por ter muitas lojas em ofertas. Bem, eu paguei minhas compras de páscoa e, se eu contar ninguém acredita, que cada ovo de 150 gramas custa 1,50 libras, e resolvi sentar numa cadeira enquanto esperava uma colega. Tinham três cadeiras interligadas na saída do supermercado. Abri um donuts recheado de chocolate e estava saboreando-o, quando sentou na terceira cadeira, um moleque de 9 anos mais ou menos. Ele já puxou papo comigo, em inglês britânico dizendo que era bom sentar enquanto esperávamos. Tinha um doce ou brinquedo verde e comprido na mão. Abriu a tampinha e virou na boca e eu perguntei: é de beber?Ele disse não, olha, puxou por baixo e saiu um pirulito e o líquido que tinha em cima derramou sobre o pirulito para dar mais sabor. Colocou na boca, fechou os olhos e suspirou tipo: - que delícia. Mal ele ia colocar a segunda dose do líquido sobre o pirulito chegou uma mãe com duas crianças menores que ele. Imediatamente, eu disse IMEDIATAMENTE esse guri levantou e cedeu o lugar para eles. E mesmo que não aceitaram, ele sentou-se na beiradinha da marquise da parede e deixou as cadeiras livres.
Aí eu entendi porque quando eu estava chegando, assim que pus o pé numa faixa de pedestre dentro do estacionamento do supermercado, parou um carro de cada lado me dando a vez de passar. Eu até me assustei, porque ali não era rua. Enfim, cultura e educação, cada um dá o que tem.
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